Ter ou não um seguro rural contratado muda o risco de um projeto de crédito para o produtor, e a FourAgro afirma se especializar em considerar essa cobertura na análise antes de estruturar uma nova operação.
A FourAgro acompanha um número crescente de produtores rurais que contratam seguro agrícola para proteger parte da safra contra perdas climáticas, como geada, seca, excesso de chuva ou granizo, dependendo da cultura e da região. Esse tipo de proteção, historicamente mais presente entre grandes produtores, tem se tornado mais acessível também para propriedades de porte médio, à medida que seguradoras ampliam produtos voltados ao setor rural.
Do ponto de vista financeiro, o seguro rural muda o perfil de risco de um produtor que assume um compromisso de crédito ou consórcio. Sem cobertura, uma quebra de safra por evento climático pode comprometer o pagamento das parcelas no ano seguinte. Com o seguro, parte dessa perda é compensada pela indenização, o que reduz, ainda que não elimine, a exposição do produtor a um ano de produção abaixo do esperado. A companhia, que participou da estruturação de mais de R$ 7 bilhões em projetos de crédito ao longo de sete anos de atuação, afirma se especializar em considerar essa proteção, quando existente, na análise individualizada de cada projeto.
Seguro rural não elimina o risco, mas muda o tamanho da exposição
Existem diferentes tipos de seguro rural, alguns cobrindo perda de produtividade por evento climático específico, outros cobrindo receita, e outros ainda vinculados a financiamentos de custeio já existentes na propriedade. Segundo a FourAgro, a extensão da cobertura, e não apenas o fato de existir um seguro contratado, é o que determina o quanto essa proteção reduz de fato o risco considerado na análise de crédito.
Produtores que nunca contrataram seguro, por outro lado, tendem a ter a análise de crédito baseada em um histórico de produtividade que já embute, implicitamente, os anos de perda registrados no passado, sem uma proteção específica contra um evento futuro fora do padrão. A companhia afirma que essa diferença não impede o produtor sem seguro de acessar crédito ou consórcio, mas costuma influenciar o dimensionamento da parcela e o grau de conservadorismo aplicado ao cenário de receita usado na análise.
Como a FourAgro considera o seguro rural na estruturação do crédito
A FourAgro afirma não comercializar apólices de seguro rural, não recomendar uma seguradora específica e não garantir o pagamento de indenização em caso de sinistro, já que essa relação é direta entre o produtor e a seguradora contratada. A atuação da companhia, nesses casos, está em ler a apólice já existente, ou orientar sobre o tipo de cobertura que costuma ser relevante para o perfil de risco do projeto, como parte da análise que antecede a estruturação do crédito.
Quando o produtor já tem seguro contratado, a FourAgro afirma considerar essa cobertura ao definir o valor da carta de crédito e o cenário de receita usado no dimensionamento da parcela, sem que isso signifique assumir sempre o cenário mais otimista possível. A formação jurídica de dois dos sócios é relacionada pela empresa à leitura dos termos e das exclusões de cobertura de cada apólice, aspecto que costuma exigir atenção redobrada, já que nem todo evento climático está automaticamente coberto por todo tipo de seguro rural.
Impacto prático para produtores com diferentes níveis de proteção
Para o produtor que está avaliando contratar um seguro rural pela primeira vez, a FourAgro afirma que essa decisão pode ser discutida em conjunto com o planejamento de um novo projeto de crédito, já que a cobertura contratada influencia diretamente o dimensionamento da parcela que a propriedade pode assumir com segurança. Já para quem já tem seguro contratado há anos, a companhia trata a revisão periódica dessa cobertura como parte do planejamento financeiro mais amplo da propriedade, especialmente quando a área plantada ou o valor da produção segurada muda de um ciclo para outro.
Produtores que combinam seguro rural com outras formas de proteção, como diversificação de culturas ou de regiões de plantio, tendem a apresentar, segundo a FourAgro, um perfil de risco mais distribuído do que quem depende inteiramente de uma única safra sem nenhum tipo de proteção. Essa combinação de fatores, e não apenas a existência isolada do seguro, é considerada na análise individualizada de cada caso.
A presença da FourAgro em feiras do agronegócio, como Agrishow, Bahia Farm Show, Show Rural, Agrotins e Norte Show, é apontada pela empresa como espaço de contato com produtores que discutem, entre outros temas, a relação entre proteção de safra e planejamento financeiro. A companhia reforça que as estratégias de lance dependem das regras de cada grupo e da administradora e não garantem contemplação em prazo determinado, e que a existência de seguro rural não garante aprovação de crédito nem elimina a necessidade de análise individualizada de cada projeto.
