MAIN: Como a Vert Analytics utiliza a hiperautomação para superar a automação convencional?

Diego Velázquez
Por Diego Velázquez 6 Min de leitura
Vert Analytics

A automação convencional resolve tarefas específicas, bem delimitadas e repetitivas, como preencher um formulário, mover um arquivo de uma pasta para outra ou extrair um dado de um sistema para inseri-lo em outro. Ferramentas de RPA, sigla para automação robótica de processos, cumpriram esse papel por muitos anos, trazendo ganhos reais, porém pontuais. O entrave está em como essas soluções seguem regras fixas: quando o processo muda ou surge uma exceção não prevista, a automação simplesmente falha ou precisa de reprogramação manual.

 

Para operar exatamente nesse nível de complexidade, a Vert Analytics desenvolveu o MAIN, solução própria de inteligência artificial voltada a agentes autônomos de IA. A arquitetura combina processamento de linguagem natural e machine learning para redesenhar a cadeia inteira de um processo, do início ao fim, superando a rigidez do RPA convencional.

Os limites da automação tradicional

Manter um acúmulo de automações pontuais exige um esforço contínuo de reprogramação manual. Cada vez que um processo muda, uma exceção surge ou um sistema legado é atualizado, as ferramentas de RPA precisam ser reconfiguradas individualmente, gerando um custo de manutenção que cresce junto com o número de automações implantadas.

 

Esse custo raramente aparece no momento da contratação, mas se acumula ao longo dos meses. Empresas com centenas de fluxos de RPA acabam dedicando equipes inteiras apenas para manter as automações funcionando, em vez de avançar para processos mais complexos que realmente transformam a operação.

Como a inteligência artificial redesenha o processo, e não apenas a tarefa?

A hiperautomação surge para superar essa limitação. Em vez de automatizar apenas uma tarefa isolada, ela combina inteligência artificial, processamento de linguagem natural, machine learning e orquestração de processos para redesenhar a cadeia inteira, do início ao fim. O sistema não apenas executa uma ação predefinida; ele interpreta contexto, toma decisões dentro de parâmetros estabelecidos e se adapta a variações que antes exigiriam intervenção humana.

 

Um exemplo prático ajuda a ilustrar essa diferença: o processamento inteligente de documentos, que antes levava semanas em análises manuais, pode ser reduzido a poucas horas quando modelos de inteligência artificial generativa e visão computacional interpretam contratos, formulários e petições automaticamente, extraindo informações relevantes e sinalizando apenas os casos que realmente exigem revisão humana. Análises da McKinsey e da IDC sobre transformação digital corporativa indicam que esse tipo de ganho tende a se concentrar justamente em empresas que tratam automação como redesenho de processo, e não como substituição isolada de tarefas.

MAIN: governança aplicada à hiperautomação em escala

A Vert Analytics desenvolveu o MAIN justamente para operar nesse nível de complexidade. Trata-se de solução própria de IA desenvolvida pela empresa, que sustenta agentes autônomos de inteligência artificial, capaz de orquestrar processos ponta a ponta, com governança e auditoria integradas, o que permite escalar a hiperautomação sem perder controle sobre o que está sendo decidido e executado automaticamente. 

 

Setores de backoffice financeiro e fiscal costumam ilustrar bem esse ganho, já que reúnem grande volume de rotinas repetitivas, conciliações e apurações que exigem precisão constante. Quando redesenhadas com hiperautomação, essas rotinas passam a operar com menor incidência de erro e com trilhas de auditoria muito mais completas do que as produzidas por processos manuais. A CyndIA, voltada à gestão de risco jurídico, e o ONDA, dedicado à validação inteligente de identidades, completam um ecossistema de soluções próprias de IA desenvolvidas pela Vert, permitindo adaptar cada solução às particularidades de setores tão distintos quanto o jurídico, o financeiro e o setor público.

O que muda de fato dentro da operação?

Os ganhos vão muito além da redução de custo operacional, embora esse continue sendo um resultado relevante. A hiperautomação bem implementada libera equipes inteiras de tarefas repetitivas para que se dediquem a atividades que exigem julgamento humano, análise estratégica e decisões complexas. Também melhora a qualidade da auditoria e do controle interno, já que processos automatizados deixam trilhas de dados muito mais completas do que rotinas manuais.

 

Para empresas que avaliam se vale a pena migrar da automação convencional para a hiperautomação, a resposta costuma estar no volume e na complexidade dos processos internos. É justamente nesse tipo de cenário que a experiência acumulada em ambientes de missão crítica se mostra um diferencial relevante para grandes empresas em busca de eficiência real.

 

Não se trata de substituir a ferramenta anterior por outra semelhante, mas de repensar o processo do início ao fim, considerando onde a decisão automatizada realmente agrega valor e onde a supervisão humana continua sendo indispensável. Métricas como tempo de ciclo reduzido e menor taxa de retrabalho costumam ser indicadores mais confiáveis do que o número de agentes autônomos de inteligência artificial implementados, já que refletem impacto direto na operação.

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